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Suporte oncológico integrativo

Acupuntura para sobreviventes de câncer

Acupuntura em todas as fases do tratamento oncológico, do diagnóstico à sobrevivência, com base no programa GLO-IMPACT (Society for Acupuncture Research / Memorial Sloan Kettering Cancer Center, Nova York, EUA).

A acupuntura tem se consolidado como uma aliada valiosa em todas as etapas do cuidado oncológico: durante a quimioterapia e a radioterapia, ajudando a atravessar o tratamento com mais conforto, e também depois, apoiando a recuperação e o retorno à vida plena. Sociedades internacionais de oncologia já reconhecem esse potencial, recomendando a acupuntura como parte do cuidado integrativo do paciente com câncer.

até 25% dos sobreviventes de câncer convivem com consequências de longo prazo do tratamento Cancer Research UK, 2014
3 diretrizes internacionais de oncologia recomendam a acupuntura desde 2013, reforçadas em 2017 e 2022 ASCO/SIO 2022, CA Cancer J Clin 2017, CHEST 2013
+60 anos de pesquisa sustentam os mecanismos da acupuntura, hoje aplicados ao cuidado oncológico Koppelman, Evidence Based Acupuncture
eventos raros e leves são os efeitos adversos da acupuntura, segundo revisão sistemática de estudos prospectivos Bäumler et al., BMJ Open, 2021

A boa notícia é que a acupuntura já reúne evidência suficiente para ser recomendada por sociedades de oncologia de peso: em 2013, para náusea e vômito ligados à quimioterapia ou radioterapia, dor oncológica e neuropatia periférica induzida por quimioterapia; em 2017, para ansiedade, distúrbios de humor, fadiga, dor, qualidade de vida e sintomas vasomotores; e em 2022, especificamente para dor articular associada a inibidores de aromatase, neuropatia periférica e dor oncológica em geral.

O que a acupuntura ajuda a manejar

Consequências comuns do tratamento oncológico

Físicas, psicológicas e existenciais, muitas vezes tratadas como algo que "só resta aprender a conviver". A pesquisa mostra outro caminho.

Neuropatia periférica induzida por quimioterapia

A neuropatia periférica induzida por quimioterapia (CIPN) é uma das sequelas mais limitantes do tratamento oncológico, com poucas opções eficazes de tratamento farmacológico. Um ensaio clínico randomizado com 87 pacientes testou 8 semanas de acupuntura, duas vezes por semana, e encontrou melhora significativa na intensidade da dor, mantida da 8ª à 14ª semana de acompanhamento, além de ganhos na avaliação neurológica clínica e na qualidade de vida.

Fadiga relacionada ao câncer

Ensaio clínico pragmático e randomizado em pacientes com câncer de mama demonstrou benefício da acupuntura no manejo da fadiga relacionada ao tratamento oncológico, um dos sintomas mais reportados por sobreviventes.

Xerostomia (boca seca)

A xerostomia crônica após radioterapia de cabeça e pescoço compromete a qualidade de vida de muitos sobreviventes. O ensaio ARIX, com 145 pacientes de sete centros oncológicos do Reino Unido, comparou acupuntura a sessões de cuidados orais: entre quem passou pela acupuntura, 26% relataram melhora da boca seca severa, contra 14% no grupo de cuidados orais, o dobro de chance de melhora.

Ondas de calor

Ondas de calor, sintoma comum associado a tratamentos hormonais para câncer de mama e próstata, foram avaliadas em uma revisão sistemática com 172 pacientes oncológicos: a acupuntura reduziu sua frequência em 43,2%, em média, ao final do tratamento. Numa reavaliação feita quase seis meses depois, o efeito se manteve, com redução de 45,6%.

Dor oncológica

A diretriz conjunta Society for Integrative Oncology-ASCO de 2022 recomenda a acupuntura como parte do manejo integrativo da dor em oncologia, incluindo a dor articular associada a inibidores de aromatase.

Ansiedade e bem-estar emocional

Diretrizes de prática clínica baseadas em evidência reconhecem o uso de terapias integrativas, incluindo a acupuntura, durante e após o tratamento de câncer de mama, para ansiedade e distúrbios de humor.

Como funciona

Um cuidado presente em todas as fases do tratamento

O acompanhamento por acupuntura pode começar já durante a quimioterapia ou a radioterapia, ajudando a atravessar essa fase com mais conforto e menos efeitos colaterais, e continuar após o fim do tratamento ativo, incluindo para quem segue em terapias de longo prazo, como hormonioterapia ou imunoterapia. Em qualquer momento do percurso, o objetivo é o mesmo: fortalecer a capacidade de enfrentamento e sustentar a qualidade de vida.

Participação no GLO-IMPACT: como bolsista do programa GLO-IMPACT, parceria entre a Society for Acupuncture Research e o Memorial Sloan Kettering Cancer Center (Nova York, EUA), o acompanhamento incorpora as diretrizes mais atuais de pesquisa em acupuntura para dor e sintomas relacionados ao câncer.
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Perguntas frequentes

Tire suas dúvidas

Já tomei muitas agulhadas durante o tratamento. Vou aguentar mais agulhas?

É uma preocupação comum. As técnicas de acupuntura usadas nesse contexto são suaves, com agulhas muito finas, e o protocolo é ajustado ao conforto de cada paciente. Para quem realmente não se adapta às agulhas, existem recursos alternativos sem perfuração.

Posso fazer acupuntura ainda durante a quimioterapia ou radioterapia?

Sim. A acupuntura pode ser incorporada desde as fases ativas do tratamento, sempre coordenada com a equipe oncológica responsável, e seguir junto ao paciente também depois, no período de recuperação.

Posso fazer acupuntura mesmo tomando hormonioterapia de longo prazo?

Sim. O acompanhamento é indicado para quem já concluiu o tratamento ativo e segue em uso de terapias de longo prazo, como tamoxifeno, inibidores de aromatase, bloqueio androgênico ou outras medicações de manutenção.

Quantas sessões costumam ser necessárias?

Varia conforme o quadro. Para a maioria das condições, um protocolo inicial semanal costuma ser indicado, com o espaçamento das sessões ajustado conforme a resposta e a melhora dos sintomas.

A acupuntura substitui o acompanhamento oncológico?

Não. A acupuntura atua como suporte complementar, sempre alinhada ao acompanhamento médico e oncológico já em curso, nunca em substituição a ele.

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