Uma revisão sistemática reuniu 13 ensaios clínicos randomizados e 658 pacientes para avaliar acupuntura e moxabustão, em comparação a acupuntura simulada ou tratamento convencional, na doença inflamatória pélvica crônica, com seguimento de 4 a 12 semanas.

Achados principais

A dor apresentou redução consistente entre os estudos. Entre os desfechos com magnitude plausível e boa consistência estatística estão a permeabilidade tubária, a regressão de massa pélvica, a taxa de gravidez e a redução do risco de recorrência do quadro, além de melhora na qualidade de vida. O melhor resultado combinado veio da eletroacupuntura associada à fitoterapia; a acupuntura auricular isolada não mostrou efeito significativo. Já os marcadores inflamatórios (proteína C-reativa e IL-6) mostraram reduções de magnitude implausivelmente grande na análise agrupada, o que sugere problemas de escala ou extração de dados dos estudos originais, por isso, tratados com cautela.

Um resultado combinado consistente

O conjunto de desfechos com magnitude plausível, permeabilidade tubária, regressão de massa pélvica, taxa de gravidez e redução de recorrência, aponta na mesma direção: a acupuntura, especialmente combinada à fitoterapia, tem papel relevante na recuperação funcional após um quadro de doença inflamatória pélvica crônica. A melhora consistente da dor é, na prática, um dos ganhos mais imediatos percebidos pelas pacientes já nas primeiras semanas de tratamento.

Esse é um dos motivos pelos quais a eletroacupuntura combinada à fitoterapia chinesa costuma ser a primeira escolha dentro do protocolo integrativo para esse quadro, sempre alinhada ao acompanhamento ginecológico da paciente.

A acupuntura funciona como terapia adjuvante ao tratamento convencional da doença inflamatória pélvica, potencializando os resultados quando conduzida em conjunto com a equipe médica.

Fonte: Wei, X.; Huang, Y. "Acupuncture for chronic pelvic inflammatory disease: a systematic review." American Journal of Translational Research, 2025. DOI: 10.62347/GLPQ2895.